CARACTERÍSTICAS

Originária das Antilhas foi introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI.

Planta de clima tropical e subtropical existe em profusão desde a América Central até a região sul do Brasil.
Árvore perene em forma piramidal atinge até 8 metros de altura.
Congrega 75 gêneros e mais de 600 espécies sendo apenas 4 comestíveis: Annona, Rollinia, Uvária e Asimina.

No Brasil a produção da fruta concentra-se nas regiões norte e nordeste do país e em franca expansão no Estado do Espírito Santo.
Sua propagação se faz por sementes obtidas a partir de plantas e frutos saudáveis e bem desenvolvidos. A germinação é rápida e abundante.
Requer solos férteis, de arenoso a argiloso, bem drenados, profundos com PH entre 5,5 a 6,5.

Inicia a produção em 2 a 3 anos a partir da semente.
Após 4 meses da floração os frutos iniciam a maturação e sua produção vai de agosto à março, dependendo da região do país.
Produz frutos com tamanho que vão de 15 a 25 centímetros de comprimento com até 20 centímetros de diâmetro com peso variando de 500 grs. a 1 quilo.
Tem sabor e aroma adocicado, muito agradável, e pode ser consumido ao natural, em sucos, geléias, compotas, bolos e sorvetes.

   USO MEDICINAL E NUTRACEUTICO 

As etnias da América do Sul e Central utilizam a graviola há séculos no combate e controle de várias doenças entre elas a pelagra, febre, diarréia, vomito, espasmos, tosse, asma, astenia e hipertensão.

Em pesquisas mais recentes realizadas nos Estados Unidos por mais de 20 laboratórios e pela médica e pesquisadora Dra. Leslie Taylor, constatou-se que a graviola contém substancias anticancerígenas e citotóxicas com potencialidade 10.000 vezes mais que a adriamicina, uma droga utilizada na quimioterapia.
Além desta descoberta fantástica, verificou-se que a atuação destas substâncias são seletivas combatendo apenas as células cancerosas e preservando as células saudáveis e sem os efeitos colaterais desagradáveis da quimioterapia.
Nos Estado Unidos tentou-se durante vários anos a sintetização destas substâncias em laboratório, sem sucesso, objetivando obter-se a patente, uma vez que não são permitidas a concessão de patente sobre substâncias naturais.

“”Pesquisadores do EUA e outros países descobriram que a graviola destrói vários tipos de câncer. Dentro de um tubo de ensaio, a graviola mata as células do câncer 10.000 vezes mais rápido do que o melhor medicamento usado nos hospitais, mas até hoje os laboratórios farmacêuticos não conseguiram sintetizar o principio ativo da graviola para patentear como medicamento; por isso ela só é usada na forma natural. “”
Globo Repórter, reportagem de Jorge Pontual.

Fontes:
-Plantas Nativas e Exóticas no Brasil - de Harri Lorenzi & J.F. Abreu Matos – Instituto Plantarum –
www.plantarum.com.br
-Revista Plantas e Ervas – ano 1 – n. 2 – Editora Minuano.
-Universidade de Purdue
-Taylor, L. 1.998, Herbal Secretsof the Rainforest..
-Base Ethnobotany de dados.
-Base Phytochemical de dados.
-Daniela Sicci Del Lama – Famaceutica/2002
-www.belezainteligente.com.br

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GRAVIOLA
 
Família
Anononaceae
Gênero
Annona
Espécie
Muricata
Nomes populares
No Brasil: Graviola, pata brasileira, araticum, jaca do Pará, fruta do conde, jaqueira mole, coração de rainha e pinha.
No exterior: Corossolier, Guanavana, Toge-Banreisi, Durian o benggala, Blanda de Nangka e Londres de Nangka.