Além de facilitar a digestão, ele teria o aroma mais suave, diferentemente do gosto amargo do chá verde. Dessa forma, o sacrifício seria menor para as mulheres que buscam a bebida para ficar em forma. Porém o chá branco, que também possui o sabor mais adocicado, já está nas prateleiras há pelo menos um ano, e ainda não desbancou o verde, que continua sendo o queridinho das consumidoras. E, informa a nutricionista Luciana Ayer, elas estão optando pelo mais potente: o chá verde é o que possui a maior quantidade da substância chamada catequina, que neutraliza os radicais livres, tem ação antioxidante, melhora o sistema digestivo, auxilia no controle do apetite, é anticancerígeno e ajuda no controle do colesterol.
"Esses chás da moda, inclusive o preto, que é mais tradicional, vêm da mesma planta, a Camellia Sinensis. Realmente ela tem muitos poderes terapêuticos. O que diferencia uma cor da outra é o tempo da colheita e o processamento. Isso é o que contribui para a quantidade de catequina e é essa substância a responsável pela ação do chá no organismo.", explica. Chá verde é o preferido
A empresária Márcia Lacerda é dona de um restaurante de comidas naturais no Jardim Botânico e sempre experimenta as novidades da alimentação saudável:
"O branco, eu não tomei com freqüência. O vermelho, nem provei, mas o chá verde é maravilhoso. Eu tomava com regularidade, uma média de duas xícaras por dia, e me fez muito bem, senti que emagreci, fiquei com a pele melhor, percebi isso nitidamente", disse ela, que hoje ainda toma, mas não diariamente.
Ela confessa que não acha o sabor do chá verde "lá essas coisas": "O gosto é horrível. Algumas pessoas pediram para eu fazer no restaurante, porque ele é super digestivo. Mas o problema é que nem todo mundo gosta do sabor".
A estudante de 9 anos, Julia Almeida, com a mãe, Rose: a jovem consome chá verde até na merenda escolar. (Foto: Carolina Lauriano / G1) A estudante Júlia Almeida, de apenas nove anos, discorda que o chá verde tenha gosto amargo e até leva como merenda para o colégio:"Meus amigos, que tomam refrigerante, falam 'nossa, como você gosta de chá?'. Mas eu gosto". A mãe dela, Rose Almeida, contou que desde pequena Júlia gosta de chás e que o próximo da lista de compras é o vermelho: "Li sobre o chá vermelho e estou querendo experimentar, achei interessante. Eu tomo o chá verde mais pelos benefícios gerais, não por uma causa específica. Não bebo regularmente, tomo assim como os outros comuns, tenho caixinhas de vários sabores em casa". Angela Moscoso é médica homeopata e toma o chá verde sem regularidade, apesar de acreditar nos benefícios. (Foto: Carolina Lauriano / G1) A médica homeopata Angela Moscoso também só experimentou, até o momento, o chá verde. Ela acredita que o verde, por ser diurético, é mais uma arma contra as gordurinhas extras: "Eu não tomei com a regularidade que é aconselhada tomar, para poder sentir algum efeito nítido, mas sei que faz diferença, porque ele é antioxidante. Para emagrecer, que é o que a maioria das mulheres busca, é preciso tomar todos os dias", contou ela, que até hoje só toma o chá verde quando dá vontade. Os benefícios da Camellia Sinensis De acordo com nutricionistas da rede Mundo Verde - loja de produtos naturais e orgânicos - estudos científicos comprovam diversos benefícios da erva Camellia sinensis. A lista é grande, veja alguns deles abaixo: Uma plantação da erva Camellia Sinensis na China. (Foto: Divulgação / Mundo Verde)
• Melhora a saúde cardiovascular. • Diminui o estresse. • Melhora a resposta imune em pacientes HIV positivos. • Melhora a eficiência de antibióticos. • Tem efeito diurético e também ação laxante. • Acelera o metabolismo e auxilia na queima calórica, em função da presença de cafeína. • Os chás branco e verde possuem tanino, que tem ação adstringente e antisséptica: previnem cáries, protegem a pele contra efeitos do sol e equilibram peles oleosas. • O chá preto, pela alta concentração de cafeína, é estimulante e digestivo. Os efeitos negativos É preciso cautela na ingesta de chás, mesmo tendo uma lista grande de benefícios. De acordo com a nutricionista, o consumo em excesso, ou o consumo de chá mal conservado ou mal preparado, têm efeitos negativos para a saúde. Por conter cafeína, por exemplo, o chá não faria bem para as pessoas com problemas de insônia ou hipertensão.
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“O recomendável são duas xícaras por dia, em média. Mas claro que cada caso é um caso. Tem gente que não pode nem tomar; por exemplo, as pessoas com deficiência de ferro no organismo, porque o chá verde em excesso impede absorção do ferro, então ele aumentaria a anemia. Pessoas tomam litros e litros, como se fosse água, correm riscos. A nutrição vive de modismos e estamos falando de uma planta que apenas ajuda, não faz milagres”, explica Ayer.
O chá pode ser consumido quente ou gelado, em sachês, cápsulas, pó instantâneo, em latinha, garrafas e, principalmente, in natura. Ayer discorda que os chás industrializados – que seriam os mais consumidos devido à praticidade – fazem efeitos:
“Quando a gente fala da planta Camellia Sinensis, não é o mesmo que o chá pronto, com conservantes ou adoçante, como, por exemplo, o chá em latinha. Esses são uma bobagem. Para fazer efeito, o ideal é usar o chá in natura, porque aí sim as características da planta se revelam”.
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